Após a fase de instalação do apiário,
o apicultor deverá preocupar-se em realizar o manejo eficiente de suas
colmeias para que consiga ter sucesso na atividade. Para isso, deverá
estar sempre atento à situação das colmeias, observando a quantidade
de alimento disponível, a presença e a qualidade da postura da rainha,
o desenvolvimento das crias, a ocorrência de doenças
ou pragas, etc. Desse modo, muitos problemas podem ser evitados caso
sejam tomadas medidas preventivas, utilizando-se técnicas de manejo
adequadas.

Revisão
das colmeias
As revisões são realizadas para avaliar as condições gerais das
colmeias e a ocorrência de anormalidades. Devem ser feitas somente
quando necessário e de forma a interferir o mínimo possível na
atividade das abelhas, evitando causar desgaste ao enxame, uma vez que,
durante as revisões, geralmente ocorre um consumo exagerado de mel,
mortalidade de abelhas adultas na tentativa de defender a colônia,
mortalidade de crias em razão da exposição dos quadros ao meio
ambiente e interrupção da postura da rainha, além de interferir na
comunicação com a fonte de alimento.

Quando
e como realizar as revisões
De uma maneira geral, recomenda-se a realização de revisões nas
seguintes situações e intervalos:
- Para enxames recém-coletados,
recomenda-se realizar uma revisão cerca de 15 dias após sua
instalação no apiário, verificando seu desenvolvimento inicial do
enxame e observar as condições gerais dos favos.
- No período anterior às floradas,
deve ser realizada uma boa revisão, com o objetivo de deixar a
colmeia em ótimas condições para o início da produção.
Os aspectos a serem observados e as principais medidas adotadas
serão descritos a seguir.
- Durante as floradas, devem-se
realizar revisões nas melgueiras a cada 15 dias, para verificar
como está a produção de mel, a quantidade de quadros completos,
devidamente operculados, e a necessidade de acrescentar ou não mais
melgueiras. Nessa revisão, deve-se evitar o uso excessivo de
fumaça junto às melgueiras para que o mel não a absorva.
- Após o período das principais
floradas, deve-se realizar novamente uma revisão completa no ninho,
verificando se existem anormalidades, com o objetivo de preparar a
colmeia para o período de entressafra.
- Na entressafra, as revisões devem
ser menos freqüentes, geralmente mensais, para evitar desgaste aos
enxames que, normalmente, estão mais fracos. As revisões devem ser
rápidas, observando-se, principalmente, se há necessidade de
alimentar as colmeias, reduzir alvado,
controlar inimigos naturais ou unir enxames fracos.
Para que as revisões se realizem de
forma eficiente, causando mínimos prejuízos às colmeias, recomenda-se
a adoção dos seguintes procedimentos:
- Trabalhar, preferencialmente, em
dias claros, com clima estável. O melhor horário é entre 8
e 11 horas e das 15 às 17horas e 30 minutos, aproveitando que a
maioria das operárias está no campo em atividade de coleta. Nunca
se deve trabalhar durante a chuva.
- Respeitar a capacidade defensiva das
abelhas, utilizando vestimenta apícola adequada,
de cores claras, em bom estado de conservação e limpeza (Fig. 19);
evitar cheiros fortes (suor, perfume) e barulho que possa irritar as
abelhas.
- Utilizar um bom fumigador (Fig. 16) com materiais de
combustão de origem vegetal, tais como, serragem, folhas e cascas
secas, de modo a produzir uma fumaça branca, fria e sem cheiro
forte. Não devem ser usados produtos de origem animal ou mineral.
- É aconselhável que duas pessoas
realizem a revisão para que uma fique manejando o fumigador,
enquanto a outra realiza a abertura e vistoria da colmeia. Assim, a
revisão pode ser feita de forma rápida, eficiente e segura.
- Posicionar-se sempre na parte
detrás ou nas laterais da colmeia, nunca na frente, evitando a
linha de vôo das abelhas (entrada e saída da colmeia).
- Realizar a revisão com calma, sem
movimentos bruscos, porém, rapidamente, evitando que a colmeia
fique aberta por muito tempo.
- Evitar a exposição demorada dos
favos ao sol ou ao frio.
O uso da fumaça é essencial para o
manejo das colmeias. Sua função é simular uma situação de perigo
(ocorrência de incêndio), fazendo com que as abelhas se preparem para
abandonar o local. Para isso, a maior parte das operárias passa a
consumir o máximo de alimento possível, armazenando-o no papo. O
excesso de alimento ingerido, além de deixar a abelha mais pesada,
provoca uma distensão do abdome que dificulta os movimentos para a
utilização do ferrão.
Na abertura da colmeia, deve-se aplicar fumaça no alvado, aguardar
alguns segundos para que a fumaça atue sobe as abelhas, levantar um
pouco a tampa, com auxílio do formão, e
aplicar fumaça horizontalmente sobre os quadros. Em seguida,
retira-se a tampa, evitando movimentos bruscos. Durante a vistoria, a
fumaça deve ser aplicada regularmente e sem excesso na colmeia em que
se está trabalhando e em colmeias próximas, sempre que se observar
aumento da agressividade das abelhas.

O
que observar durante as revisões
Depois de aberta a colmeia, utilizando-se o formão, devem-se separar os
quadros, que geralmente estão colados com própolis, e retirá-los um a
um, a partir das extremidades, para observar os seguintes aspectos:
- Presença de alimento (mel e pólen)
e de crias (ovo, larva, pupa).
- Presença da rainha e avaliação de
sua postura. Para verificar a presença da rainha, não é
necessário visualizá-la, basta observar a ocorrência de ovos nas
áreas de cria. A verificação de muitas falhas nas áreas de cria
(Fig. 30) é um indicativo de que a rainha está velha e,
conseqüentemente, sua postura está irregular.
- Existência de espaço suficiente
para o desenvolvimento da colmeia e armazenamento do alimento.
Quando a população está elevada e o espaço restrito, a colônia
tende a dividir-se naturalmente, enxameando.
- Presença de realeiras que podem
indicar ausência de rainha ou que a colônia está prestes a
enxamear.
- Sinais de ocorrência de doenças,
pragas ou predadores. Áreas de cria com falhas (Fig. 30) também
podem indicar a ocorrência de doenças.
- Estado de conservação dos quadros,
caixas, fundos, tampas e suportes das colmeias.

Figura 30. Áreas de crias com poucas falhas (a) e com
muitas falhas (b).

Algumas
situações encontradas durante as revisões e medidas recomendadas
A ausência de cria jovem e a existência de
realeiras (Fig. 7) podem indicar que a rainha morreu e está sendo
naturalmente substituída. Estas colmeias devem ficar em observação
até que se verifique o sucesso da substituição.
Se não houver crias nem realeiras, mas a rainha está presente, a
colmeia poderá estar passando por uma situação de fome ou frio que
induz uma interrupção da postura da rainha. Essas colmeias deverão
então ser alimentadas e os alvados,
reduzidos.
Já a ocorrência de realeiras quando a rainha está presente e sua
postura é regular indica que a colmeia está preparando-se para
enxamear. Nesse caso, devem-se retirar as realeiras e aumentar o espaço
na colmeia, acrescentando sobrecaixas, ou efetuar a divisão do enxame,
cujo procedimento será descrito posteriormente.
Quando se observarem uma colmeia sem rainha e sem realeiras e a
ocorrência de forte zumbido das operárias, é um indicativo de que a
rainha morreu e a colmeia não tem condições de produzir uma nova
rainha em virtude da inexistência de crias jovens. Nesse caso, devem-se
introduzir uma rainha ou fornecer condições para que as abelhas a
produzam. Para tanto, deve-se introduzir favos com ovos ou larvas bem
pequenas, com até 3 dias de idade.
As revisões também têm por finalidade a identificação de colmeias
fortes e fracas no apiário, a fim de serem executados procedimentos
para a sua uniformização. No caso de colmeias fracas, devem-se
adotadar técnicas de fortalecimento de exames. Em colmeias populosas,
pode-se proceder à divisão dos enxames, se o apicultor desejar
aumentar o número de colmeias. Entretanto, ressalta-se que o apicultor
deve procurar trabalhar sempre com enxames forte. Maiores detalhes sobre
esses procedimentos serão apresentados em itens subseqüentes.

Fortalecimento
e união das famílias
Colônias fracas são, geralmente, conseqüência da falta de alimento
disponível no campo, divisão natural de enxames, rainhas velhas e
enxames recém-capturados. Além de não produzirem, essas colônias
são alvo fácil de pragas e doenças. Para evitar esses, problemas o
apicultor deve fortalecer ou unir essas colmeias.

Fortalecendo
enxames
A alimentação suplementar estimula a
postura da rainha e ajuda a aumentar a população, acelerando o
crescimento do enxame. Outra forma de aumentar a população da colônia
é introduzir favos com crias fechadas prestes a nascerem nos enxames
fracos. Esses quadros, que são retirados de colmeias populosas, não
são rejeitados e a abelha quando emerge é aceita facilmente no novo
ninho.
É importante que o apicultor use nessa operação favos com pupa e não
com larvas, pois enxames fracos não conseguem alimentar, aquecer e
cuidar de uma grande quantidade de larvas, que acabam morrendo. Além
disso a pupa nasce em pouco tempo e passa a contribuir para o aumento da
população do ninho e produção em menos tempo do que a larva, que
ainda terá que completar todo o seu ciclo de desenvolvimento.
O uso de redutor de alvado e de espaço
diminui a entrada da colmeia e o espaço interno, respectivamente. Essa
redução auxilia as abelhas a defender o ninho e a manter a colônia na
temperatura ideal para o desenvolvimento das crias, sendo, portanto,
procedimentos importantes a serem seguidos para o fortalecimento
da colônia.

União
de enxames
Outra forma de reforçar colmeias fracas é a união de enxames. Existem
várias técnicas descritas e relatadas, entretanto, muitas delas são
traumáticas e nem sempre são eficientes. A técnica da união de
enxames com papel é usada com sucesso em todo o País e necessita
somente de um pouco de mel e duas folhas de papel um pouco maiores que a
tampa da colmeia.
O papel usado deve ser flexível, da textura do jornal ou de papel de
embrulho. Por muito tempo, essa técnica foi realizada usando-se jornal.
Atualmente, com a preocupação crescente do consumidor em adquirir um
produto livre de contaminação química, o jornal, ou qualquer outro
papel impresso, deve ser evitado em razão do chumbo contido na tinta de
impressão. Essa recomendação é somente preventiva uma vez que o
jornal fica em contato com as abelhas somente por 3 dias e não existem
pesquisas que comprovem o efeito da tinta na qualidade do mel nesse
curto espaço de tempo.
Para proceder a união, o apicultor pode seguir as etapas descritas
abaixo e demonstradas na Fig. 31.
- Nos enxames a serem usados,
selecionar uma das rainhas e eliminar a outra.
- Colocar uma folha de papel no lugar
da tampa da colmeia que ficou com a rainha.
- Derramar um pouco de mel sobre o
papel e colocar outro papel por cima.
- Retirar o fundo da outra colmeia e
colocar em cima do jornal.
- Dois ou três dias após a união
retirar os melhores quadros dos dois enxames e comportá-los em uma
única caixa.
O papel colocado entre as duas caixas separa os enxames e evita
briga entre as operárias. O cheiro de mel incentiva as operárias a
roerem e eliminarem o papel vagarosamente. Nesse processo, os
feromônios dos dois enxames começam a misturar-se e, quando o
papel for totalmente removido, as abelhas dos dois enxames já
ter-se-ão acostumado com o feromônio das outras, não havendo
brigas e rejeição.
Como muitas vezes o enfraquecimento do enxame deve-se a rainhas
velhas, cansadas ou pouco prolíferas, o ideal é que o apicultor
elimine as duas rainhas e introduze uma nova proveniente de um
enxame mais produtivo e forte.

Figura
31. Esquema da união de
enxames usando o método do jornal.
Ilustração: Fábia de Mello Pereira

Divisão
das famílias
A situação de grande volume populacional
em colônias fortes pode ser facilmente reconhecida pela grande
quantidade de abelhas fora da colmeia. Quando a população do ninho
aumenta muito, falta espaço para as abelhas na colmeia, a temperatura
interna aumenta e o ferômonio da rainha começa a ficar diluído na
população. Todos esses fatores aliados à grande disponibilidade de
alimento no campo levam as operárias a produzirem nova rainha e o
enxame a dividir-se. Por ocasião da divisão, cerca de metade das
operárias e parte dos zangões vão embora do ninho acompanhando a
rainha velha, enquanto que o restante do enxame permanece no local
esperando o nascimento da rainha nova. Muitas vezes, a colônia está
tão forte que esse processo pode ocorrer duas ou três vezes.
Para não perder suas abelhas, o apicultor deve manejar e dividir seu
enxame, aumentando a população de seu apiário. Entretanto, como
a colônia dividida reduz ou suspende temporariamente a produção de
mel, alguns produtores preferem adicionar melgueiras às colmeias fortes
ou usar seus quadros para fortalecimento de outros enxames. Seja qual
for a decisão tomada, é importante que o produtor evite a perda de
suas abelhas.
Para evitar que os enxames se dividam naturalmente, o apicultor pode:
retirar realeiras em colmeias que tenham rainhas; selecionar famílias
com menor tendência a enxameação; reduzir o nascimento de zangão
utilizando lâminas de cera integral; adicionar melgueira para dar
espaço às abelhas; usar tela excluidora no alvado e dividir os enxames.

Colmeia
poedeira ou zanganeira
Em colmeias sem rainha e sem cria, algumas operárias, na tentativa de
propagarem a espécie, desenvolvem o ovário e podem começar a realizar
postura. Essas operárias, às vezes, passam a ter um comportamento
semelhante ao da rainha, deixando de ir ao campo para coletar o alimento
e permanecendo no ninho para fazer postura. Algumas dessas operárias
chegam a ter um grupo de 5 a 10 abelhas cuidando de sua higiene e
alimentação, como ocorre com as rainhas. Como as operárias poedeiras
não são fecundadas, todos esses ovos darão origem a zangões, por
isso, essas famílias são também chamadas de zanganeiras.
A colmeia com operária poedeira é facilmente identificada pelo zumbido
forte emitido pelas abelhas, grande número de zangões pequenos, alvéolos contendo vários ovos e
zangões nascendo em célula de operárias. Entretanto, a
característica mais marcante dessa família são os alvéolos contendo
vários ovos, uma vez que existem várias operárias realizando a
postura.
Para proceder à recuperação, o apicultor pode seguir as etapas
descritas abaixo e demonstradas na Fig. 32.
- Levar a caixa zanganeira para uma distância de cem metros do
local de origem.
- Colocar uma caixa nova no lugar da antiga.
- Na colmeia zanganeira, sacudir os quadros, derrubando todas as
abelhas, e levá-los para a nova caixa que ficou no local da colmeia
zanganeira. É necessário ter o cuidado de destruir as pupas de
zangão dos favos. Na caixa antiga, deve ser deixado um quadro com
grande quantidade de ovos e larvas. As operárias que não tiverem
desenvolvido os ovários voltarão ao local antigo, onde está agora
a nova colmeia. Já as operárias poedeiras, por estarem com o
ovário parcialmente desenvolvido, estarão muito pesadas e
permanecem na caixa antiga, junto com o quadro com grande quantidade
de ovos e larvas.
- Na nova colméia, introduzir uma realeira, rainha ou quadro com
ovo e larva de até 3 dias de idade, dando oportunidade para que as
operárias produzam nova rainha.
- Fortalecer a colmeia nova com quadros contendo cria de todas as
idades e abelhas recém-emergidas. O enxame em recuperação com
certeza estará fraco, o que dificulta os cuidados com a cria nova
(ovo e larva); entretanto, o feromônio da cria nessa idade inibe o
desenvolvimento do ovário das operárias, por isso, nesse caso, o
apicultor deverá introduzir uma maior quantidade de quadros
contendo larva do que quadros contendo pupa.
- Fornecer alimentação artificial para ajudar no restabelecimento
do enxame.

Figura 32. Esquema da
recuperação de colmeias poedeiras.
Ilustração: Fábia de Mello Pereira

Pilhagem
A pilhagem ou saque consiste no roubo de mel das colmeias por operárias
de colônias vizinhas. O enxame que está sendo saqueado é facilmente
identificado pela aglomeração e briga no alvado, grande quantidade de
abelhas procurando entrar na colmeia pela tampa ou outras frestas e
operárias mortas no chão.
Em geral, enxames fracos são atacados por enxames fortes. A pilhagem é
um acontecimento indesejável porque aumenta a mortandade no apiário,
podendo causar até abandono dos enxames que estão sendo atacados. Para
evitar o saque, devem-se tomar os seguintes cuidados:
- Evitar famílias fracas no apiário
e, enquanto os enxames estiverem sendo fortalecidos, usar tela
antipilhagem ou redutor de alvado e não deixar grande quantidade de
mel nas colmeias.
- Por ocasião do manejo ou revisão,
procurar ser rápido, cuidadoso e não derramar mel ou alimento
próximo às colmeias.
- Alimentar as caixas somente ao
entardecer, dando preferência a alimentadores internos.
- Diminuir o número de colmeias no
apiário.
- Deixar as colmeias a uma distância de pelo menos 3 metros uma da
outra.
- Identificar as colmeias saqueadoras
e trocar a rainha.
- Utilizar cavaletes individuais.

Troca
de quadros e caixas
Durante as revisões, o apicultor deverá marcar os quadros danificados,
com arames ou peças quebrados e quadros com cera velha, principalmente
aqueles que já foram naturalmente rejeitados pelas abelhas. Favos
velhos ou danificados com cria devem ser transferidos para as laterais
da colmeia até o nascimento das abelhas, quando serão substituídos.
Esses quadros deverão ser substituídos por quadros com cera alveolada,
verificando-se sempre se existe alimento suficiente para que as abelhas
possam continuar a construção desses favos, uma vez que a produção
de cera depende da existência de um bom suprimento de açúcares na
colmeia. Em caso de enxames fracos e de falta de alimento, não se
recomenda a colocação de quadros novos até que o enxame seja
fortalecido e alimentado.
O apicultor deve procurar sempre utilizar cera de boa qualidade, já que
as abelhas costumam rejeitar quadros novos com lâminas de cera de baixa
qualidade. Se o apicultor não tiver condições de produzir e
processar sua própria cera, deve procurar adquiri-la de produtores ou
comerciantes idôneos, que não pratiquem a adulteração da cera
adicionando substâncias, como a parafina, para aumentar o volume
produzido.
Caixas danificadas, com furos ou irregularidades que impossibilitem o
fechamento adequado da colmeia, também devem ser substituídas para
evitar ataque de inimigos naturais, pilhagem e o maior desgaste das
abelhas nas atividades de defesa da colônia e de termorregulação. |